A empresa ClearSale protocolou pedido de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) em 7 de junho deste ano e já recebeu aval da Comissão de Valores Mobiliários, estando a todo vapor agora em julho. Segundo um documento divulgado, a ClearSale fará uma oferta com 45,3 milhões de ações entre distribuição primária e secundária que pode gerar um volume de R$ 1 bilhão, sendo que o período de reserva dos papéis começou no dia 15 e termina em 27 de julho.

O prospecto preliminar do IPO foi divulgado em 8 de julho e nele constam todas as informações sobre a abertura de capital da ClearSale. Se a oferta ocorrer conforme o planejamento inicial, a empresa será listada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em 30 de julho com a ação CLSA3 no segmento Novo Mercado, que exige altos padrões de governança corporativa.

Como coordenadores do IPO foram escalados os bancos Itaú BBA - que é o coordenador-líder -, Bank of America, BTG Pactual e Santander.

ClearSale anuncia IPO de R$ 1 bi com faixa de R$ 20 a R$ 25

A ClearSale, empresa de proteção contra fraude, anunciou que pretende fazer um IPO, inicialmente, com distribuição primária de 25 milhões de ações ordinárias a serem emitidas pela companhia e distribuição secundária de 20.375.000 de ações ordinárias sob titularidade de acionistas, totalizando então um IPO com 45.375.000 de papéis, que responderão pelo código CLSA3.

Segundo o documento divulgado, a expectativa é de que cada ação da ClearSale fique entre R$ 20,00 a R$ 25,00 cada que é a faixa indicativa traçada para o IPO, gerando então um preço médio de R$ 22,50 por papel e a possibilidade de movimentação de R$ 1,020 bilhão considerando a base inicial.

Como regra, os recursos levantados com a distribuição primária de um IPO sempre são destinadas ao caixa da empresa, enquanto a venda secundária traz aos acionistas vendedores parte do dinheiro movimentado já que as ações são ofertadas por eles ao mercado.

Com sua parte, a ClearSale disse pelo prospecto preliminar que pretende usar os recursos levantados no IPO para os seguintes projetos:

  • Crescimento orgânico: o que envolve crescimento das frentes de prevenção à fraude em que a companhia já atua (CNP e autenticação de identidade);
  • Open innovation;
  • Crescimento inorgânico (fusões e aquisições).

- Veja o prospecto preliminar do IPO da ClearSale (CLSA3) na íntegra.

IPO (CLSA3): Período de reservas termina em 27 de julho

Segundo o atual calendário do IPO, o período para reserva das ações CLSA3 acontece entre os dias 15 de julho, próxima quinta-feira, até 27 de julho.

Para participar da oferta de varejo, deve-se respeitar os limites mínimo e máximo de R$ 3.000,00 e R$ 1 milhão respectivamente, segundo as regras contidas no prospecto.

Calendário completo do IPO da ClearSale

Por sua vez, a precificação das ações pelo conselho de administração da ClearSale está marcada para o dia 28 deste mês e a estreia na B3 deve ocorrer já em 30 de julho. Veja abaixo o cronograma divulgado:

Atual calendário do IPO da ClearSale (CLSA3). - Fonte: Prospecto/CVM.
Atual calendário do IPO da ClearSale (CLSA3). - Fonte: Prospecto/CVM.

Quem é a ClearSale? Conheça a empresa

Sediada atualmente na capital paulista, a ClearSale é uma empresa que se considera líder em soluções antifraude em diversos ambientes digitais, incluindo e-commerces, mercado financeiro, telecomunicações e plataformas de seguros, dentre outros. Além disso, a empresa foi quem trouxe para o Brasil a atividade de mapear o comportamento do comprador digital.

Fundada nos anos 2000, a ClearSale hoje tem como clientes grandes varejistas - como Renner, Havan, Magalu e Natura - e fintechs brasileiras, atuando nos cenários nacional e internacional. Até março deste ano, a ClearSale tinha uma base com mais de 4,7 mil clientes espalhados em mais de 170 países. Desta base, os vinte maiores clientes mantinham um relacionamento de sete anos com a empresa até então.


"A Companhia atua principalmente em duas frentes de prevenção à fraude na relação de empresas e pessoas ou empresas com outras empresas: autenticação de pagamentos com cartão de crédito não presente (Card-Not-Present, ou CNP), ou seja, análise para prevenção de fraudes em compras realizadas online (e-commerce) onde não há presença de cartão de crédito com inserção de senha; e autenticação de identidade (onboarding), ou seja, garantia de autenticidade dos usuários de determinado serviço online dos clientes", detalha a ClearSale pelo prospecto do IPO.

Em 2020, a ClearSale registrou uma receita operacional líquida (ROL) de R$ 345,6 milhões com destaque para o mercado interno. Já no primeiro trimestre de 2021 o ROL da empresa atingiu R$ 98 milhões ante quantia de R$ 53,6 milhões obtida no mesmo período de 2020, assim como pode ser visto na tabela abaixo:

Fonte: Prospecto Preliminar do IPO/CVM.
Fonte: Prospecto Preliminar do IPO/CVM.