O IPO da Raízen está cada vez mais próximo e a expectativa para a abertura de capital da empresa - que é fruto de joint venture entre Cosan e Shell -, vem agitando o mercado, visto que a operação, se concluída, pode ser uma das maiores da história.

Em 3 de junho deste ano, última quinta-feira, a Raízen informou que o pedido de registro da Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) foi protocolado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmando então que os ajustes da operação seguem a todo vapor.

Raízen pode ter um dos maiores IPO da história; será de ações PN

Segundo um fato relevante divulgado pela Raízen em 31 de maio, o IPO consistirá em distribuição de ações preferenciais (PN's) com listagem no segmento de listagem no Nível 2 da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. De acordo com projeções do mercado, o IPO da Raízen pode movimentar mais de R$ 10 bilhões, sendo assim um dos maiores já feitos no Brasil.

Na verdade, a preparação do IPO da Raízen vem ocorrendo há um tempo, sendo que a companhia já realizou algumas adaptações nas últimas semanas. Uma delas é a mudança do nome social "Raízen Combustíveis" para Raízen SA. Além disso, foi anunciada em 1º de junho uma reorganização acionária envolvendo a Raízen e sua subsidiária Raízen Energia.

Ademais, no final de março deste ano, a Cosan - uma das controladoras da Raízen - confirmou uma informação divulgada pela mídia de que os gestores da Raízen estudavam a abertura de capital da companhia, tendo feito, inclusive, a contratação dos consultores para os ajustes iniciais do IPO. Segundo dados apurados pela agência Reuters, já teriam sido intregados à operação as instituições BTG Pactual, Citi, Bank of America e Credit Suisse.

Sobre a Raízen

Fundada em 2011, a Raízen é fruto de Joint venture entre a Cosan, já listada na B3 com a ação CSAN3, e a Royal Dutch Shell (Shell). Atualmente, a companhia é um dos maiores grupos privados do Brasil, tendo mais de 29 mil funcionários espalhados em várias linhas de negócio, sendo as principais: energia, combustíveis e açúcar.

Raízen é controlada por Cosan e Shell. - Imagem: Divulgação/Raízen.
Raízen é controlada por Cosan e Shell. - Imagem: Divulgação/Raízen.

A companhia possui a Raízen Energia - operadora do setor renovável - como subsidiária e recentemente anunciou a aquisição da Biosev, empresa do setor sucroenergético, para aumentar o portfólio de energia limpa.

"Temos um modelo único de atuação e estamos presente de ponta a ponta: desde a produção e venda de energia renovável e açúcar a partir da cana-de-açúcar, levando também essa energia para diversos cantos no mundo.

E com uma forte atuação em Marketing & Serviços, presente ao longo de todo o território brasileiro e argentino, distribuindo combustíveis, e levando energia por meio dos Postos Shell, além de facilidade no dia a dia de nossos clientes, com digitalização na palma da mão e mais próximos por meio do nosso segmento de Proximidade", diz a Raízen em seu site.

Últimos resultados da Raízen

Segundo o balanço de resultados divulgado pela Raízen, a companhia registrou uma receita operacional líquida de R$ 114,602 bilhões no primeiro trimestre de 2021 (1T21), o que representa uma queda de 5% em relação ao mesmo período de 2020.

Por sua vez, o lucro líquido consolidado atingiu R$ 1,524 bilhão entre janeiro a março de 2021, sendo uma retração de 32% na comparação anual, enquanto o ebitda ajustado totalizou R$ 6,594 bilhões após cair 3,6% no período.