Sabemos que não é da noite para o dia que todos os problemas financeiros são resolvidos, até porque seria quase uma mágica. Mas e se existisse uma forma que ajudasse a diminuir alguns gastos desnecessários e contribuísse para juntar um valor a mais? E o melhor, sem deixar de lado aquelas necessidades essenciais, reservando uma porcentagem para as suas prioridades financeiras.

No mês de abril de 2021, o Brasil entrou pra história. Segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), foi o período com o maior número de brasileiros endividados, com cerca de 67,5% das famílias do país em situação de inadimplência.

Esses dados só demonstram como faz falta a educação financeira no Brasil e como o brasileiro não sabe administrar seu próprio dinheiro.

Portanto, devido a essa estatística, vamos ver como é a regra 50 30 20, uma maneira simples e precisa que ajuda a controlar os gastos e não entrar para a lista de inadimplentes.

Regra 50, 30, 20: o que é e como funciona?

O que é a regra 50 30 20?


A regra 50 30 20 é um sistema para organizar as finanças pessoais, tendo como base a porcentagem. A proposta é:

  • 50% da renda familiar ou pessoal tem como destino os gastos essenciais;
  • 30% do dinheiro total vai para despesas variáveis (estilo de vida);
  • Os 20% restantes ficam reservados para as prioridades.

Esse método pode ser usado para quem deseja alcançar a autonomia financeira, independente de classe social, renda mensal e nível de instrução. Essa forma é muito boa para ver onde seu dinheiro está sendo gasto e o que é necessário.

Como estabelecer gastos mensais?

Primeiro, deve saber qual sua renda líquida mensal e quais são as necessidades e seus desejos, de acordo com seu estilo de vida. Além do mais, é preciso determinar seus objetivos a longo prazo, realizando uma organização financeira mensal para suas expectativas pessoais.

Vamos ver como funciona a regra 50, 30, 20.

Estipule os gastos fixos

Nesta regra, 50% da renda do mês vai para os gastos fixos, aqueles essenciais para viver. Assim, o primeiro passo é definir quais as despesas são indispensáveis. Desapegue de tudo aquilo que não é essencial, mesmo que seja difícil viver sem.

São considerados gastos fixos indispensáveis:

  • Moradia (inclui aluguel, IPTU, condomínio, financiamento);
  • Água;
  • Luz;
  • Internet;
  • Alimentação;
  • Produtos de higiene e limpeza;
  • Gás de cozinha;
  • Transporte;
  • Saúde (remédios e tratamentos que não são disponíveis pelo SUS).

Selecione as despesas variáveis

Aquilo que não se encaixa na lista dos essenciais, se enquadra em itens dispensáveis. Agora, tudo aquilo que “sobrou” pode entrar para as contas não essenciais, o que destina-se 30% de seu orçamento.

São consideradas despesas variáveis:

  • Assinaturas de TV a cabo;
  • Assinaturas de streaming;
  • Pacotes de jogos de entretenimento;
  • Serviços e produtos de beleza;
  • Associação em clubes;
  • Mensalidade de academias;
  • Mimos cotidianos;
  • Almoços e jantares em restaurantes;
  • Viagens;
  • Compras de novos aparelhos eletrônicos.

Essas são algumas despesas não essenciais, mas é claro que não precisa tirar todos eles de sua vida. Porém, perceba o quanto você deixaria de gastar caso alguns deles saíssem de sua lista.

Defina as suas prioridades financeiras

Nesse momento, sobra 20% de sua renda para ser investido em seu futuro. Para você saber utilizar esse valor de uma maneira consciente, seus objetivos devem estar bem definidos para poder identificar onde irá aplicar esse dinheiro.

Alguns exemplos de investimentos:

  • Reserva de emergência;
  • Quitação de dívidas;
  • Abrir um negócio próprio;
  • Educação;
  • Manutenção da casa;
  • Manutenção do automóvel.

Depois de definida sua renda líquida, é possível ter um controle de suas finanças e saber exatamente o que fazer com seu dinheiro.