Uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil, a Telefônica (VIVT3) é a detentora da marca de telefonia Vivo que, desde 2012, comercializa telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura em escala nacional. Dessa maneira, essa companhia é reponsável por abastecer boa parte dos consumidores de comunicação e internet no país.

A Vivo expandiu suas operações de São Paulo para todo o Brasil. Além disso, a companhia possui atuação no mercado financeiro com ações listadas na Bolsa de Valores (que hoje é a B3), bem como papéis (ADRs) negociados na Bolsa de Valores de Nova Iorque (Nyse) sob o código VIV.

No Brasil, a Vivo tinha ações do tipo ordinária (VIVT3) e preferencial (VIVT4), mas em 2020 a companhia concluiu um processo de conversão e atualmente opera apenas com o ticker VIVT3.

Enfim, a Vivo é uma das empresas da B3 que se destacam por possuir forte participação no setor de atuação, estando entre as companhias que mais remuneram acionistas quando o assunto é payout.

Confira abaixo a política de dividendos da Telefônica Brasil, Vivo (VIVT3), bem como relembre os pagamentos por meio do histórico de proventos e payout.

A política de dividendos da Telefônica Brasil - Vivo (VIVT3)

A Telefônica Brasil (VIVT3) possui como política de dividendos uma distribuição de pelo menos 25% do lucro líquido ajustado de cada exercício (ano) entre os acionistas da empresa. Esses proventos mínimos são tidos como obrigatórios, sendo que a Vivo precisa realizar o pagamento, desde que esteja com as finanças saudáveis.

Mas, além dos dividendos anuais obrigatórios, a Telefônica pode ainda contar com proventos adicionais, o que acontece com frequência, segundo o histórico da companhia.

Nesse sentido, Conselho de Administração é ainda autorizado a deliberar e aprovar dividendos com base em balanços semestrais e também trimestrais.

Segundo a norma, o pagamento de dividendo semestral e trimestral pode ser aprovado sempre que o total dos dividendos pagos em cada semestre do exercício social não exceda o montante de reservas de capital da companhia.

Ademais, a Telefônica pode ainda decidir por remunerar seus acionistas com recursos vindos de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral - ou até mesmo de períodos menores (como mensais).

Assim como costuma acontecer com alta frequência, o Conselho de Administração da Vivo pode, ao invés de pagar dividendos, optar por remunerar seus acionistas em forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP ou JSCP), que sempre serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório no final das contas.

Histórico de Dividendos da Telefônica (VIVT3) - últimos cinco anos

Confira abaixo o histórico de pagamentos de proventos, entre dividendos e JCP (JSCP), da Telefônica (VIVT3) nos últimos cinco anos. O link para a base de dados completa segue logo abaixo.

Importante destacar que a partir de agosto de 2020, a Telefônica passou a ser negociada na Bolsa de Valores apenas com as ações do tipo ordinária (ON) VIVT3. Assim, nos anos anteriores o histórico mostra os pagamentos por ação preferencial (PN) VIVT4.

Ano Aprovação Data-Com Montante bruto Valor líquido (R$ mi) Classe Valor bruto por ação Valor líquido por ação Data de pagamento
2022
JSCP (base em jan/22) 16/02/2022 25/02/2022 180,0 153,0 ON 0,107395 0,091286 até 31/07/2023
JSCP (base em fev/22) 17/03/2022 31/03/2022 250,0 212,5 ON 0,149291 0,126898 até 31/07/2023
JSCP (base em mar/22) 13/04/2022 29/04/2022 150,0 127,5 ON 0,089622 0,076179 até 31/07/2023
JSCP (base em mai/22) 14/06/2022 30/06/2022 480,0 408,0 ON 0,287313 0,244216 até 31/07/2023
Ano Aprovação Data-Com Montante bruto Valor líquido (R$ mi) Classe Valor bruto por ação Valor líquido por ação Data de pagamento
2021
JSCP (base em jan/21) 12/02/2021 26/02/2021 150,0 127,5 ON 0,088896 0,075561 19/07/2022
JSCP(base em fev/21) 18/03/2021 31/03/2021 270,0 229,5 ON 0,160098 0,136084 19/07/2022
JSCP (base em mar/21) 15/04/2021 30/04/2021 280,0 238,0 ON 0,166114 0,141197 19/07/2022
JSCP (base em mai/21) 17/06/2021 30/06/2021 630,0 535,5 ON 0,373900 0,317815 19/07/2022
JSCP (base em ago/21) 16/09/2021 30/09/2021 600,0 510,0 ON 0,357288 0,303695 19/07/2022
JSCP (base em nov/21) 10/12/2021 27/12/2021 805,0 684,3 ON 0,480041 0,408035 19/07/2022
Dividendos (base em nov/21) 10/12/2021 27/12/2021 1.500,0 1.500,0 ON 0,894487 0,894487 18/10/2022
Dividendos (base em dez/21) 26/04/2022 26/04/2022 2.028,5 2.028,5 ON 1,212002 1,212002 18/10/2022
Ano Aprovação Data-Com Montante bruto Valor líquido (R$ mi) Ação ON ou PN Valor bruto por ação Valor líquido por ação Data do pagamento
2020
Dividendos(base em dez/20) 15/04/2021 15/04/2021 1.587,5 1.587,5 ON 0,941818 0,941818 05/10/2021
Dividendos (base em nov/20) 11/12/2020 28/12/2020 1.200,0 1.200,0 ON 0,710827 0,710827 05/10/2021
JSCP (base em nov/20) 11/12/2020 28/12/2020 260,0 221,0 ON 0,154013 0,130911 13/07/2021
JSCP (base em out/20) 16/11/2020 27/11/2020 400,0 340,0 ON 0,236902 0,201367 13/07/2021
JSCP (base em ago/20) 17/09/2020 28/09/2020 650,0 552,5 ON 0,360985 0,306837 13/07/2021
PN 0,397084 0,337521
JSCP (base em mai/20) 17/06/2020 30/06/2020 900,0 765,0 ON 0,499826 0,424852 13/07/2021
PN 0,549808 0,467337
JSCP (base em fev/20) 19/03/2020 31/03/2020 150,0 127,5 ON 0,083304 0,070809 13/07/2021
PN 0,091635 0,077890
JSCP (base em jan/20) 14/02/2020 28/02/2020 270,0 229,5 ON 0,149948 0,127456 13/07/2021
PN 0,164942 0,140201
Ano Aprovação Data-Com Montante bruto Valor líquido (R$ mi) Ação ON ou PN Valor bruto por ação (R$) Valor líquido por ação Data de pagamento
2019
Dividendos (base em dez/19) 28/05/2020 28/05/2020 2.195,6 2.195,6 ON 1,219339 1,219339 09/12/2020
PN 1,341273 1,341273
Dividendos (base em nov/19) 19/12/2019 30/12/2019 1.000,0 1.000,0 ON 0,555362 0,555362 18/08/2020
PN 0,610898 0,610898
JSCP (base em nov/19) 19/12/2019 30/12/2019 350,0 297,5 ON 0,194377 0,165220 18/08/2020
PN 0,213814 0,181742
JSCP (base em 2019) 17/06/2019 28/06/2019 968,0 822,8 ON 0,537590 0,591349 18/08/2020
PN 0,456952 0,502647
JSCP (base em mar/19) 17/04/2019 30/04/2019 570,0 484,5 ON 0,316556 0,269073 18/08/2020
PN 0,348212 0,295980
JSCP (base em 2019) 15/02/2019 28/02/2019 700,0 595,0 ON 0,388753 0,330440 18/08/2020
PN 0,427629 0,363484
Ano Aprovação Data-Com Montante bruto Valor líquido (R$ mi) Ação ON ou PN Valor bruto por ação (R$) Valor líquido por ação (R$) Data do pagamento
2018
Dividendos (base em dez/18) 11/04/2019 11/04/2019 2.468,7 2.468,7 ON 1,371013 1,508114 17/12/2019
PN 1,371013 1,508114
JSCP (base em dez/18) 04/12/2018 17/12/2018 1.350,0 1.147,5 ON 0,749739 0,637278 17/12/2019
PN 0,824712 0,701006
JSCP (base em jul/18) 05/09/2018 17/09/2018 2.800,0 2.380,0 ON 1,555013 1,710515 20/08/2019
PN 1,321761 1,453937
JSCP (base em mai/18) 18/06/2018 29/06/2018 400,0 340,0 ON 0,222145 0,188823 20/08/2019
PN 0,244359 0,207705
RETORNO TOTAL AO ACIONISTA (TSR) 2016 2017 2018 2019 2020 2021
29,2% 16,3% 3,6% 33,4% -13,5% 11,1%
Créditos: RI Telefônica/Poupar Dinheiro

Sobre o payout da Telefônica - Vivo (VIVT3)

Payout é o nome técnico dado para o cálculo do percentual de dividendos pagos por uma empresa, em relação ao lucro líquido registrado no período.

No caso da Telefônica (VIVT3), em 2021 a companhia pagou um valor bruto total de R$ 6,264 bilhões em proventos, entre dividendos e JCP, segundo o histórico. Como o lucro líquido da empresa somou R$ 6,229 bilhões no ano, o payout foi de 100,5%.

Em 2020, a empresa passou pelo início da pandemia no positivo, lucrando R$ 4,771 bilhões no exercício. Por sua vez, a distribuição de proventos aos acionistas da Telefônica somou R$ 5,418 bilhões.

Antes da pandemia, em 2018 e 2019 o payout da Vivo foi de 78,6% e 115,6%, respectivamente.

Desde 2011, a Telefônica (VIVT3) veio distribuindo de 78,6% até 115,6% de seu lucro líquido em forma de dividendos para acionistas. Veja abaixo o percentual dos últimos cinco anos:

  • 2021: 100,5%;
  • 2020: 113,6%;
  • 2019: 115,6%;
  • 2018: 78,6%;
  • 2017: 100%.

- Veja o histórico completo de dividendos e payout da Vivo (VIVT3) na íntegra.

Últimas notícias da Vivo - VIVT3

A Telefônica que é a dona da Vivo uniu-se com as telefonias Tim (TIMS3) e Claro para comprar a unidade de ativos móveis da Oi (OIBR3) em 2020. Depois de anos em tramitação, a operação foi finalmente dada como concluída em 20 de abril de 2022 com aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Oi vende parte de seus ativos como parte de sua recuperação judicial.

Dessa maneira, o trio vai repartir os ativos da Oi, que inclui a base de clientes móveis. A Vivo ficará com 43 MHz em espectro com cobertura nacional, 12,5 milhões de clientes tanto em pré-pago quanto em pós-pago, e 2,7 mil sites.

Como visto no histórico acima, a Telefônica aprovou em junho uma remuneração de R$ 480 milhões aos acionistas em forma de JCP. Após a cobrança do imposto de renda, o pagamento total líquido será de R$ 408 milhões que deve ser realizado até o ano que vem.

Em 26 de julho, a Vivo reportou um lucro líquido de R$ 746 milhões no segundo trimestre de 2022 (2T22), o que, entretanto representou queda de 44,6% em relação ao mesmo período de 2021 devido a maiores despesas financeiras, segundo o relatório divulgado (veja na íntegra).

No primeiro semestre de 2022, a Telefônica registrou lucro líquido de R$ 1,496 bilhão, ante R$ 2,287 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Já a receita líquida da empresa apresentou crescimento trimestral e semestral, totalizando R$ 11,831 bilhões no segundo trimestre e R$ 23,183 bilhões no primeiro semestre de 2022. Veja abaixo os destaques:

Créditos: Reprodução/RI Vivo (VIVT3)
Créditos: Reprodução/RI Vivo (VIVT3)