Deixar de trabalhar e mesmo assim viver uma vida tranquila com renda passiva todo mês é o objetivo da maioria dos trabalhadores. A aposentadoria, como tal evento é chamado, veio nos últimos tempos mudando de forma, visto que hoje em dia não são só os profissionais veteranos que estão preocupados em fazer um "pé de meia", como também os jovens, que cada vem mais têm se lançado no mercado financeiro para buscar alternativas aos meios tradicionais.

A aposentadoria tradicional no setor público é aquela que a empresa trata diretamente com o órgão do governo responsável, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O beneficiário precisa então, obrigatoriamente, ver parte de seu salário ir para esses fundos que só podem ser resgatados após anos definidos em lei (aos 62 anos de idade para mulheres e 65 anos de idade para homens, no mínimo), isso porque estamos falando da aposentadoria por idade.

Mas será que tem outros modos de juntar uma grana para a aposentadoria? Será que dá para ter mais dinheiro na hora da velhice, ou até mesmo antes dela? Bom, a resposta é sim, mas não há um único jeito de fazer isso. No setor privado, especialistas em investimentos estão a todo momento recomendando às pessoas maneiras alternativas para poupar dinheiro, assim indo além da poupança e do INSS.

Existem mesmo várias técnicas recomendadas para quem deseja ir atrás de uma aposentadoria privada, também chamada de previdência privada e nesse artigo vamos conhecer duas delas: a VGBL e a PGBL.

Geralmente, essas siglas costumam aparecer juntas, pois ambas são planos de previdência privada, mas elas têm uma diferença principal que está relacionada ao imposto de renda - saiba mais abaixo!

O que é previdência privada?

No Brasil, o sistema de previdência funciona em dois lados: público e privado. O primeiro, isto é, aquele que envolve o INSS, é relacionado com a arrecadação dos trabalhadores ativos para manter a aposentadoria dos inativos, é um ciclo. O trabalhador não tem muita autonomia.

Já no outro lado do sistema, no privado, os brasileiros têm a oportunidade de complementar, caso queiram, a aposentadoria do INSS com um dinheiro que vai sendo depositado em fundos de investimentos, como você entenderá a seguir. Nesse caso, o total a ser conseguido vai depender de quanto o interessado está disposto a investir.

Por isso que, em termos técnicos, também é dado o nome de aposentadoria complementar. Pela norma, os planos privados garantem vários tipos de aposentadoria privada, veja alguns:

  • Pagamento único: o participante do fundo recebe tudo o que tem direito de uma só vez;
  • Renda mensal vitalícia: pagamento de uma renda mensal até o falecimento do beneficiário;
  • Renda mensal temporária: o benefício termina com o fim da temporariedade contratada, mas também cessa com o falecimento do participante.

O que é Aposentadoria PGBL?

O Plano Gerador de Benefícios Livres (da sigla PGBL) é um plano de aposentadoria complementar, ou seja, de previdência privada, do qual qualquer pessoa pode participar, é aberto.

De maneira simples, o PGBL é um fundo de investimento focado em gerar patrimônio aos cotistas, de acordo com as rentablidades acordadas. Assim, nessa previdência privada, o interessado realiza aportes de maneira constante a uma taxa definida, de 5% ao ano, por exemplo, por determinado período.

O destaque do PGBL é, entretanto, a sua relação com o imposto de renda. Acontece que, na lei, as contribuições realizadas nesse plano de previdência são deduzidas do imposto de renda (IR), em até 12% da renda bruta anual do investidor. Ou seja, é possível escapar do Leão com o plano de previdência PGBL até o momento do resgate do valor.

Por exemplo, se uma pessoa tem uma renda bruta anual tributável de R$ 100 mil, ela pode reduzir essa base para até R$ 88 mil. Com a base menor, o imposto a pagar cai, visto que a lei proíbe a consideração dos R$ 12 mil investidos no PGBL.

Mas, a lei também obriga que, nesse caso, o investidor do PGBL continue contribuindo para a Previdência Social (INSS ou regime próprio).

Na hora do resgate, o imposto de renda será cobrado, mesmo que adiado. Entretanto, a vantagem é que após determinado tempo, a alíquota do IR fica menor. Além disso, a base de cálculo será todo o valor resgatado: tanto o valor investido quanto a remuneração (a rentabilidade obtida com o invetimento).

O que é Aposentadoria VGBL?

VGBL é uma sigla para Vida Gerador de Benefícios Livres e é classificado como um plano de seguro de pessoas, tendo cobertura por sobrevivência. Em resumo, entrar em um VGBL significa colocar dinheiro em um fundo de investimento específico para resgatar o valor posteriormente, assim sendo também uma ferramenta de aposentadoria privada.

Entretanto, assim como acontece em títulos públicos pós-fixados, não há uma taxa fixada. No VGBL a regra de remuneração é baseada na rentabilidade da carteira de investimentos do Fundo de Investimento Especialmente Constituído (o FIE) selecionado para o plano contratado.

Dessa forma, no VGBL não existe garantia mínima de rentabilidade. Mas, existe, em tese, remuneração vinculada, isso porque o dinheiro dos participantes vão para esse fundo, e dele são investidos, de acordo com o regulamento, nos mais variados tipos de ativos do mercado financeiro, desde ações de empresas até títulos de dívida federal na renda fixa (tesouro direto).

A principal vantagem do VGBL é que o imposto de renda a ser cobrado dos investimentos cai somente sobre os rendimentos, ou seja, os aportes são protegidos.

PGBL e VGBL: quais as diferenças?

PGBL e VGBL são planos usados para complementar a aposentadoria, mas eles têm diferenças. A principal delas é que o PGBL conta com a dedução do imposto de renda, mas o VGBL não.

Além disso, em termos técnicos, diferente da PGBL que é uma modalidade de previdência complementar, a VGBL é considerada como seguro.

Dessa forma, diante de tanta informação, guarde que com o PGBL é possível escapar e economizar no Imposto de Renda, o que não acontece com o outro plano. Além disso, saiba que o IR sobre o PGBL e o VBGL é cobrado do valor total resgatado e dos rendimentos, respectivamente.

As taxas da aposentadoria privada

É preciso se atentar que a aposentadoria está atrelada a investimentos, quantias de dinheiro depositadas de tempos em tempos, em fundos específicos. Dessa forma, isso possui taxas, que variam entre os planos, sendo elas: carregamento, taxa de administração e taxa de performance.

Ao percorrer entre os bancos do país, é possível identificar que a maioria não cobra a chamada "taxa de carregamento".

Como contratar Previdência PGBL e VGBL?

Os planos PGBL e VGBL são encontrados para previdência privada nos bancos e nas corretoras de investimentos. Assim, o interessado deverá, dentre tantas opções, escolher algum dos planos existentes nas plataformas financeiras, devendo sempre ler o regumento ante de qualquer investimento.