Ao abrir conta em um banco ou durante o pedido de empréstimo, o comprovante de renda é solicitado, entre outras ocasiões. Na verdade, essa etapa geralmente é um requisito em muitas situações e pode tomar o tempo das pessoas, principalmente de quem não tem carteira assinada.

Quem possui carteira assinada consegue encontrar documentos de forma fácil, mas a comprovação de renda pode se tornar um desafio e até mesmo uma barreira para alcançar objetivos de quem trabalha de forma independente.

Mesmo assim, o comprovante de renda é simples de entender. Confira abaixo como funciona e quais documentos servem para cada caso.

ÍNDICE

O que é um comprovante de renda?

O comprovante de renda é um documento que mostra e prova quais os rendimentos de uma pessoa. Em geral, o arquivo deve comprovar os ganhos mensais, incluindo salário fixo ou outro tipo de remuneração, como valor em vendas.

O comprovante de renda é indispensável em muitas situações e geralmente deve ser apresentado à instituição junto com os demais documentos pessoais.

Em cada caso, é preciso ficar atento às exigências, pois o banco ou a empresa pode solicitar, por exemplo, um comprovante de renda dos últimos seis meses ou do último ano.

Além disso, o comprovante de renda pode precisar ser apresentado com valores brutos (sem considerar impostos e obrigações do INSS) e/ou valores líquidos (o que fica na conta após os descontos).

Para que serve o comprovante de renda?

Ao abrir conta em um banco, o comprovante de renda é usado na hora de solicitar empréstimo ou aumento no limite do cartão de crédito. O documento pode até mesmo ser pedido na hora de abrir uma conta em instituições financeiras.

Em suma, o comprovante de renda serve para mostrar a situação financeira da pessoa. Além disso, com ele, é possível analisar o quanto essa pessoa poderia assumir em dívida.

Com o comprovante de renda, o banco analisa se um empréstimo pode ser liberado com a garantia de que o solicitante vai conseguir realizar o pagamento, por exemplo.

Existe uma máxima entre os bancos de que a dívida a ser contratada não pode ser maior do que 30% dos ganhos mensais da pessoa. E, nesse caso, só é possível saber quanto o contratante ganha por meio dos comprovantes de renda.

O comprovante de renda também é indispensável para fazer financimentos de carro e casa, bem como outros tipos de crediário. Veja um resumão de casos onde o comprovante de renda precisa ser usado:

  • Empréstimo e financiamentos;
  • Aumento do limite de cartão de crédito;
  • Abertura de conta em instituições financeiras;
  • Inscrição em bolsas de estudos e regime de cotas sociais;
  • Pedido de benefícios previdenciários;
  • Comprovação de renda per capita da família;
  • Declaração de imposto de renda.

Comprovante de renda: quais documentos servem?

Os trabalhadores com carteira assinada são as pessoas que conseguem ter um comprovante de renda de maneira mais fácil, isso porque a própria carteira de trabalho pode servir.

Mas os autônomos têm mais dificuldade, mesmo assim existem algumas alternativas (veja no tópico abaixo).

O extrato bancário ou a carteira de trabalho geralmente são as primeiras opções consideradas, mas existem outros tipos de documentos que podem servir como comprovante de renda, confira:

  1. Carteira de Trabalho;
  2. Extrato Bancário;
  3. Holerite;
  4. DIRPF (Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física).

Carteira de Trabalho

Créditos: Divulgação/M3 Mídia
Créditos: Divulgação/M3 Mídia

A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) é um documento que pode ser usado como comprovante de renda, porque mostra o salário exato do trabalhador (chamado de salário-base), bem como informações sobre a empresa e data de início no emprego.

Hoje em dia, pode não ser necessária a famosa xerox da carteira de trabalho, pois o governo federal lançou a versão digital do documento. Essa seria uma forma de ter o comprovante de renda de forma fácil pela internet.

Extrato Bancário

O extrato bancário é o documento gerado no banco que mostra a movimentação da conta, geralmente, em um mês. É possível ainda reunir dados sobre determinado período, por meio da união dos extratos mensais em um único documento.

O extrato bancário pode servir como comprovante de renda. É ainda mais importante para quem não possui a carteira de trabalho assinada ou para quem iniciou no emprego em tempo menor ao que precisa comprovar.

Holerite (contracheque)

Holerite, também chamado de contracheque, é o documento que lista o salário do trabalhador, os benefícios que ele recebe e os descontos do valor bruto (salário-base). Pode, portanto, ser usado como comprovante de renda.

Dessa forma, no holerite há todas as informações sobre a situação trabalhista e financeira da pessoa. Consta: nome do trabalhador e da empresa, salário-base, vencimentos (ganhos extras e bonificações, se houver), datas e outros dados.

O contracheque deve, por lei, ser emitido pelas empresas. O trabalhador pode recebê-lo em via física ou online (e-mail da empresa ou portal online de recursos humanos).

DIRPF (Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física)

A Declaração de Imposto de Renda também pode ser usada como comprovante de renda, pois ela mostra quanto a pessoa informou ao governo o que ganha.

Entretanto, apenas o documento em formato de declaração de imposto de renda não basta. Deve ser processada a via que foi entregue ao governo. Geralmente, é solicitado que seja também anexado ao arquivo o recibo de entrega da Declaração para a Receita Federal.

Como comprovar renda sendo autônomo?

Comprovante de renda para autônomos - Divulgação/Canva
Comprovante de renda para autônomos - Divulgação/Canva

É considerado autônomo a pessoa que trabalha e ganha a vida de forma independente. A lei brasileira considera como autônomo o trabalhador que exerce uma atividade profissional remunerada, ou presta serviços a empresas ou ainda que presta serviço remunerado mediante recibo.

Portanto, como não tem carteira assinada e documentos trabalhistas, o trabalhador autônomo precisa recorrer a outras alternativas para comprovar sua renda. Veja abaixo:

  • Extrato bancário;
  • Recibos (de vendas ou prestação de serviços);
  • Declaração do Imposto de Renda;
  • DECORE.

Extratos bancários podem ser usados como comprovante de renda pelos profissionais autônomos e liberais. Para tanto, basta acessar o aplicativo do banco e gerar o documento. O problema aqui é que você vai ter um pouco de trabalho, pois os bancos geralmente possibilitam a geração de extratos mensais. Dessa forma, quando necessitar comprovar renda dos último trimestre ou semestre, a reunião dos arquivos será manual.

Além disso, quem trabalha por conta própria também pode apresentar recibos de ganhos. Vale recibos de vendas realizadas, serviços prestados. A via deve ser a original, com dados sobre o pagante e o recebedor, valores e datas.

A opção mais fácil para comprovar de renda sendo autônoma é a Declaração do Imposto de Renda, preferencialmente a mais recente enviada à Receita Federal. Mas, essa alternativa só é útil para os profissionais que precisam declarar renda para o governo.

O que é DECORE?

Divulgação/CFC
Divulgação/CFC

DECORE é a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos. Trata-se de um documento que só pode ser elaborado e emitido por contadores profissionais.

Por regra, o DECORE é um documento que pode ser usado como comprovante de renda, quando legítimo, de autônomos e informais, pois lista todos os ganhos dos trabalhadores, dentre outros casos.

Apenas contadores formados e registrados no Conselho Regional de Contabilidade podem gerar esse documento. Nesse caso, você precisará pagar o serviço prestado pelo contador e terá em mãos a DECORE por tempo limitado, mas conseguirá comprovar renda.

Como comprovar renda sendo MEI?

O MEI (Microempreendedor Individual) é o trabalhador autônomo, mas que atua como pessoa jurídica, ou seja, como pequeno empresário. A atividade do MEI pode ser desde vendas até prestação de serviços.

Por regra, o faturamento do MEI deve ser de até R$ 81 mil ao ano, sendo R$ 6.750,00 ao mês. Portanto, boa parte dos profissionais precisam declarar renda ao governo e, dessa forma, a declaração de imposto de renda pode ser usada como comprovente de renda.

Mas, o MEI pode ainda usar vários outros tipos de documentos para comprovar sua renda. Confira:

  • Declaração do Imposto de Renda;
  • Recibos de vendas ou prestação de serviços;
  • Nota fiscal;
  • Extratos bancários;
  • Declaração Anual de Faturamento - DASN;
  • Escrituração no livro-caixa;
  • DECORE.

Já comentamos sobre a reunião de recibos e extratos bancários para comprovar renda. Além disso, o MEI pode ainda usar as notas fiscais.

Além do imposto de renda, o MEI pode também buscar a Declaração Anual de Faturamento (DASN), documento obrigatório para o Microempreendedor Individual que deve ser entregue ao governo todo ano.

Geralmente, as empresas (inclusive pequenas empresas) possuem seu livro-caixa, a contabilidade que anota toda a movimentação financeira do empreendimento. O documento pode ser usado como comprovante de renda.

O DECORE é também uma opção para o MEI, entretanto, trata-se de um serviço pago e que somente pode ser realizado por contadores profissionais.

Desempregado consegue ter comprovante de renda?

Sim! Mas nesse caso, a ideia central do comprovante de renda pode ser mostrar que a pessoa não possui emprego, salário e outros tipos de remuneração.

Há também situações onde o desempregado precisa apresentar um comprovente de renda, como ao fazer inscrição em alguma entidade.

Geralmente, a apresentação da carteira de trabalho basta para comprovar a situação de desemprego. Mas, os extratos bancários também podem ser usados e até mesmo solicitados.