A Vale (VALE3) divulgou uma nota na noite dessa terça-feira, 5 de outubro, informando ao mercado e aos acionistas a respeito de um incêndio que ocorreu na mina do Salobo, localizada no município de Marabá, no Pará. Em função do ocorrido, a produção no local está temporariamente suspensa.

De acordo com a nota, o incendio atingiu parcialmente a correia transportadora, porém, o fogo foi rapidamente controlado pelas equipes de emergência e o inicidente não registrou vítimas ou chegou a causar danos ambientais.

A Vale informou ainda que "o local afetado passa por avaliação e as causas do incêndio estão sendo apuradas".

Atividades devem ser retomadas até o final do mês

A mina de Salobo produz concentrado de cobre e ainda segundo a Vale, a expectativa é de que até o final do mês de outubro a produção seja retomada. entretanto, as demais atividades, incluindo operações de mina e manutenção prosseguem normalmente.

Em 2020, Salobo produziu 172,7kt de concentrado de cobre.

Outro incidente recente

Esse incêndio em uma mina da Vale se dá cerca de uma semana após um acidente ocorrido na mina de Totten, também pertencente à Vale, localizada em Sudbury, em Ontario, no Canadá, quando 39 trabalhadores ficaram presos.

Na ocasião uma pá escavadeira que estava sendo transportada no acesso à mina subterrânea se desprendeu, bloqueando o shaft e, com isso, o meio de transporte dos empregados ficou indisponibilizado. Isso aconteceu no domingo, dia 26 de setembro e o resgate aos mineradores aconteceu aos poucos. Os últimos foram retirados da mina na quarta-feira, dia 29.

Em nenhum desses casos chegou a haver vítimas fatais, porém, acidentes envolvendo estruturas da Vale costumam gerar um certo desconforto pois ainda está bastante viva na memória dos brasileiros as catástrofes ocorridas em Mariana (em 2015) e em Brumadinho (em 2019), quando barragens romperam.

No caso de Mariana foram 19 mortes registradas além de estragos ambientais registrados. E o rompimento da barragem em Brumadinho foi o maior acidente de trabalho no Brasil em perda de vidas humanas (foram 270 mortes, incluindo 9 desaparecidos) e o segundo maior desastre industrial do século, além de ter sido um dos maiores desastres ambientais da mineração do país.