Mais um mês do ano de 2021 teve fim e ao longo dele, como já é esperado, muitas oscilações em preços de ações foram registras por diferentes motivos. Agora é chegada a hora de fazer um balanço. Quais será que foram as ações que registraram as maiores altas? E quais as que tiveram maiores quedas em seu preço?

Nessa matéria, o Poupar Dinheiro traz essas e outras informações pra vocês. Veja abaixo os ranking dos melhores desempenhos do mês de maio e também dos piores e qual foi a porcentagem de alta ou de baixa de cada um deles.

Balanço geral de maio

O mês de maio é tido como não sendo muito positivo para os investimentos. Existe até um ditado que diz "sell in may and go away" (venda em maio e saia do mercado, na tradução) e que faz referência justamente a uma tendência de queda dos preços de ativos nesse período.

Entretando, contrariando essas expectativas negativas, o mês teve alguns pontos positivos. Aliás, já que estamos falando em pontos, vamos começar por eles. Na última sexta-feira, 28 de maio, o Ibovespa fechou o dia aos 125.561,37 pontos, a melhor marca já registrada em um fechamento de pregão. Nessa segunda-feira, dia 31, última sessão do mês, o indicador renovou o recorde, aos 126.215,73 pontos.

O mês também foi positivo em termos de fluxo financeiro vindo do exterior na B3, já que eles registrou cerca de R$ 912 bilhões, o que representa cerca de 52% do total. Especialistas também apontam que o movimento de retomada da economia, que começa a dar sinais, vêm tendo um reflexo nas carteiras, já que muitos investidores estão voltando seus olhares para as ações de empresas com maior potencial de alta a partir da reabertura.

Dentro desse cenário, algumas ações se deram muito bem e outras nem tanto, como é natural no mercado financeiro. Veja abaixo quais são as empresas que estão mais ou menos valorizadas.

As que mais subiram

Entre as empresas que registram as maiores altas estão:

  • 1º Eneva (ENEV3) - 25,90%
  • 2º BRF (BRFS3) - 23,62%
  • 3º Cielo (CIEL3) - 22,51%
  • 4º Cia Hering (HGTX3) - 20,50%
  • 5º Ambev (ABEV3) - 20,15%

Entre elas, os papéis da empresa de energia Eneva (ENEV3) registraram o melhor desempenho do mês, com valorização acumulada de 25,90%, cotados a cerca de R$ 18,34. O principal fator que beneficiou as ações foi a previsão de crise hídrica no Brasil. O Governo Federal emitiu um alerta de emergência hídrica para cinco estados (São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná).

Segundo o comunicado, haverá risco de desabastecimento entre os meses de junho a setembro, na possível pior seca em 11 anos. A Aneel aumentou a tarifa para energia elétrica, com a implementação de uma bandeira vermelha 2. Nesse cenário, a Eneva acaba se beneficiando por estar bem posicionada em relação aos contratos de energia elétrica.

Além disso, essa é uma empresa com muita força em energia térmica, uma alternativa às hidrelétricas. Não raro em momentos de crise hídriga, são feitas mais compras de energia de outros meios, o que também pode beneficiar a Eneva.

Outro destaque foi a BRF (BRFS3) que teve um aumento de 23,62%, com suas ações sendo negociadas a R$ 28,37. O principal fato que desencadeou esse aumento foi o anúncio da Marfrig, no dia 21 de maio, sobre a aquisição 24,23% das ações da BRF, num total de 196,8 milhões de ações ordinárias. Só naquela sexta-feira, os papéis BRFS3 subiram 16,28% no pregão.

Os especialistas avaliaram a união com bons olhos, já que são duas empresas de alimentos que atuam com produtos complementares. Além disso, entidades controladas pelo banco JP Morgan também teriam atingido uma participação de 7,15% no capital social da empresa, poucos dias depois da compra feita pela Marfrig.

Por fim, também vale um destaque a Cielo (CIEL3), que teve uma alta de cerca de 22,51%. Suas ações estão sendo negociadas a R$ 4,34 nessa quarta-feira, 2 de junho.

A empresa foi beneficiada por uma série de movimentos. Um deles foi o início do Whatsapp Pay, pagamentos via Whatsapp, cujo processamento é feito pela companhia. Isso se deu no dia 5 de maio, dia em que as ações CIEL3 tiveram uma alta de 4%.

Outro acontecimento que impactou a companhia foi a entrada da Alelo no segmento de adquirência. A empresa de benefícios, parceira da Cielo, criou a própria plataforma. O que seria ruim, em um primeiro momento, foi interpretado de forma positiva pelo mercado, que viu a possibilidade de uma cisão entre os sócios da empresa de serviços financeiros, já que tanto Alelo quanto Cielo pertencem ao Bradesco e Banco do Brasil.

As que mais caíram

De outro lado, as empresas que registram as maiores baixas são:

  • 1º Banco Inter (BIDI11) - 11,68%
  • 2º Usiminas (USIM5) - 11,63%
  • 3º Suzano (SUZB3) - 11,61%
  • 4º B2W Digital (BTOW3) - 11,24%
  • 5º Locaweb (LWSA3) - 9,14%

Nesse cenário, o Inter (BIDI11) se destacou. Ele teve algumas semanas bem agitadas em maio. Após a sua divulgação de resultados, no início do mês, ele começou a sofrer um processo de queda, porque segundo os especialistas eles estava valorizado acima da média. O BIDI11 começou o ano cotado a R$ 96,40, chegou a atingir os R$ 235,62 no início do mês.

Isso resultou em uma queda de quase 23% em seu valor. Boa parte disso foi recuperado entre os dias 20 e 21, após o anúncio feito pela empresa de tecnologia financeira StoneCo, de um futuro investimento de quase R$ 2,5 bilhões para aquisição de 4,99% do Banco Inter. Nessa ocasião, o BIDI1 chegou a ter uma alta de 21%.

Entretando, posteriormente, a companhia recebeu do Banco Central a aprovação do desdobramento das ações, que tramitava desde abril. Assim, as ações do banco foram divididas na proporção de 1 para 3 e naturalmente novas baixas foram registradas, chegando, nesse momento, a 9,67%. Suas ações, na manhã dessa quarta, dia 2, estavam custando R$ 67,23.