DEpois de três semanas sem ser divulgado pelo Banco Central, em razão da greve dos servidores que iniciou em 1º de abril, o Boletim Focus voltou a ser publicado na manhã dessa terça-feira, 26 de abril.

Normalmente o relatório, que traz as expectativas do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Produto Interno Bruto (PIB0, câmbio e Taxa Selic, é divulgaddo nas segundas-feiras, porém, o órgão ainda está se ajustando às demandas que ficaram paralisadas durante a greve.

Nesse boletim divulgado hoje, IPCA, PIB e Selic tiveram alta em suas expectativas (veja os detalhes abaixo). Já o câmbio sofreu queda, acompanhando também o preço do dólar que está em R$ 4,93 na manhã dessa terça-feira.

Abaixo, veja os dados do boletim na íntegra.

Selic chega aos 13,25%

Há 4 semanas a expectativa para a Taxa Selic era de 13% ao ano, agora ela chegou pela primeira vez em 2022 aos 13,25%. A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e afeta diretamente o bolso dos brasileiros, elevando outras taxas de juros também e os rendimentos de investimentos da renda fixa, por exemplo.

Já o IPCA, que já tinha expectativas de passar dos 6% ao ano, ficando bem acima do teto da meta para 2022 (que era de 5%), agora passa dos 7%: 7,65% para ser mais exato. Quase 8%. Em 2021,, vale lembrar, já tivemos um IPCA de 10,06%. A inflação segue alta no Brasil.

O PIB que vinha em queda, por outro lado, teve uma reecuperação, pelo menos no que se refere às expectativas do mercado. Acredita-se que ele deve fechar em 0,65% ao ano. Há um mês a expectativa estava em 0,50%.

E o câmbio, por fim, deve ficar em cerca de R$ 5,00, acredita o mercado. Há 4 semanas a expectativa era de um câmbio a R$ 5,25.

Veja abaixo os detalhes e as expectativas para os próximos anos:

Créditos: Divulgação/Banco Central
Créditos: Divulgação/Banco Central

Greve está pausada até maio

No dia 19 de abril, o Sindicato dos Servidores do Banco Central anunciou que pausaria a greve dos funcionários da autarquia por duas semanas, prazo pelo qual eles iriam esperar uma proposta de reajuste salarial.

Na oportunidade, foi realizada uma reunião com o presidente do BC, Roberto Campos Neto e este confirmou que o governo federal pretende conceder um reajuste de 5% para todos os servidores a partir de julho.

No entanto, para o presidente do sindicato, Fabio Faiad, esse percentual é baixo, ou, em suas palavras "insuficiente". Por isso, a greve seria pausada, como "um voto de confiança", disse a associação de funcionários. Eles esperam que Campos Neto, batalhe "por uma proposta ainda melhor para os técnicos e analistas".

Anteriormente, o sindicato anunciou que o objetivo da paralisação é pedir a reestruturação de carreira e reposição salarial de 26,3%. "Se nada for oferecido oficialmente, a greve será retomada automaticamente a partir de 3 de maio de 2002", informou o sindicato pela nota.