Em meio ao avanço gradual do mercado financeiro no Brasil, e agora diante dos trâmites da oferta pública inicial (IPO) do banco digital Nubank, muito tem se falado sobre os Brazilian Depositary Receipts, BDR's, que são um tipo de ativo ideal para quem deseja investir em ações de empresas listadas nas bolsas de valores no exterior, das quais muitas são gigantes do mercado.

Os BDR's são certificados que representam ações estrangeiras na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Assim, os brasileiros têm a opção de comprar de forma mais simples os papéis do exterior, sem precisar converter moeda, visto que os ativos já são negociadas na bolsa brasileira com cotação em real.

Além de uma alternativa de diversificação de carteira, o BDR permite exposição ao câmbio (pois o preço do BDR depende da cotação da ação estrangeira que ele representa), bem como possibilita ao titular uma posição de acionista de multinacionais.

E então, o que você acha sobre os BDR's? Veja abaixo quais as 10 recomendações dos analistas do banco de investimentos BTG Pactual para novembro.

"A carteira oferece as melhores oportunidades de investimento no exterior através da indicação de dez BDRs a cada mês. O processo de seleção dos BDRs é realizado pelo time de analistas e estrategistas do Research do Banco BTG Pactual, com base em uma análise conjunta dos fundamentos das companhias e do cenário econômico global. O objetivo da carteira é superar o BDRX, nosso principal benchmark, o índice de referência da B3 para os BDR’s", explica o BTG Pactual em relatório.

Coca-Cola (COCA34) estreia na carteira

A novidade na carteira de BDR de novembro do BTG Pactual é a Coca-Cola (B3: COCA34), cuja ação está na bolsa de valores norte-americana Nyse (KO). A empresa, líder global em produção e venda de bebidas não alcoólicas, destaca-se no mercado devido ao apelo da marca junto aos consumidores e à essencialidade dos produtos, fatores que, segundo os analistas do BTG Pactual, facilitam a capacidade de repassar aumentos de custos da multinacional.

Na última temporada de resultados, a Coca-Cola apresentou no 3º trimestre deste ano (3T21) um alto volume vendido de bebidas, ficando acima dos níveis pré-pandemia, de 2019. Junto a isso, houve aumento nos preços. Segundo o relatório, a empresa teve um lucro líquido de US$ 2,47 bilhões no 3T21, sendo uma alta de 42% em relação ao mesmo período de 2020.

"Warren Buffett, que dispensa apresentações, tem nas ações da companhia a quarta maior posição na holding de investimentos Berkshire Hathaway (código do BDR é BERK34), num total de US$22 bilhões, 9,0% do capital da CocaCola", explica o BTG Pactual.

Carteira: 10 BDR's recomendados pelo BTG Pactual

Em novembro, os analistas do BTG Pactual retiraram a norte-americana Micron Technology para a entrada da Coca-Cola e decidiram reduzir a participação da Apple de 15% para 10%. Ao todo, a carteira conta com 10 BDR's com recomendação de compra entre setores de tecnologia, óleo e gás, entretenimento, mídia e banco. Veja abaixo o portfólio com cada preço-alvo:

Empresa Código do BDR na B3 Setor Preço-alvo R$*
Apple AAPL34 Tecnologia 95
Chevron CHVX34 Óleo e Gás 70
Coca-Cola COCA34 Bebidas 59
Disney DISB34 Entretenimento 77
Facebook FBOK34 Mídia 81
JP Morgan JPMC34 Bancos 99
McDonald’s MCDC34 Restaurantes 76
Netflix NFLX34 Entretenimento 77
Starbucks SBUB34 Restaurantes 690
Uber U1BE34 Tecnologia 96
*Consenso de mercado, Bloomberg.
Fontes: BTG Pactual e Bloomberg - veja o relatório na íntegra.

- Veja a carteira de BDR recomendada pelo BTG Pactual.