Você está assistindo ao noticíário na TV ou então vendo as últimas notícias do país na internet e de repente se depara com um título que destaca que a a Bolsa de Valores caiu ou que a Bolsa de Valores subiu. Ou então, que o Ibovespa fechou o pregão em X pontos. Quem nunca, não é mesmo?

Mas afinal, o que significa dizer que a bolsa caiu ou que a bolsa subiu? O que significam esses pontos do Ibovespa? Para o investidor, qual a importância desses de saber sobre a alta ou baixa da bolsa ou sobre os pontos do Ibovespa? A gente vai falar sobre tudo isso nesse artigo. Veja abaixo.

O que é o Ibovespa?

Ibovespa é a abreviação de Índice Bovespa, que é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na B3 - Brasil, Bolsa, Balcão. Ele é formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses.

Ou seja, as principais ações do país estão dentro desse índice e se o Ibovespa está caíndo, significa que as ações de, pelo menos uma parte dessas empresas, devem estar sofrendo uma queda. Se, ao contrário, o Ibovespa sobe, significa que boa parte das ações está vivendo um bom momento, com suas cotações se valorizando.

Ele representa, portanto, uma média entre as ações mais negociadas na B3. Por isso, quando você lê a notícia de que a Bolsa de Valores subiu ou caiu tantos pontos, essa variação é um reflexo do desempenho médio das ações que compõe o índice, hoje em dia, cerca de 80 empresas.

Porém, é sempre importante lembrar que existe diferença entre a Bolsa de Valores do Brasil, que é a atual B3, e o Ibovespa. Existe uma certa confusão e muitas vezes esses nomes são utilizados como sinônimos. A origem dessa confusão está no nome do Ibovespa.

Quem é novo nesse mercado talvez não saiba ou não lembre que antes de ser B3, a bolsa do Brasil chamava-se BM&F Bovespa, abreviação para Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa, portanto, era o índice da Bolsa de Valores de São Paulo. Porém, não a bolsa propriamente dita, entendeu?

Hoje, com a Bolsa de Valores do Brasil sendo chamada de B3, fica mais claro que a B3 é uma coisa e o Ibovespa é outra. Então, quando alguém fala que a bolsa caiu ou subiu, não está querendo dizer que a B3 caiu, mas, sim, que o principal índice de ações da bolsa caiu ou subiu.

Quais empresas compõem o índice?

Atualmente, cerca de 80 ações compõem o Ibovespa, mas elas não são fixas, ou seja, não são sempre as mesmas. A cada quatro meses o quadro é revisado, para incluir ou excluir empresas, de acordo com a performance dos ativos.

Você pode ver a lista completa, clicando aqui. Mas resumidamente, fazem parte do Ibovespa aquelas ações que foram negociadas em 95% dos pregões nos últimos três anos, que movimentaram um volume financeiro equivalente a pelo menos 0,1% do total movimentado no mercado à vista, no período de 3 anos, cujas cotações sejam maiores do que R$ 1,00 e que não estejam em recuperação judicial.

As empresas que compõe o índice têm pesos diferentes na carteira. Esse peso vai variar na proporção da liquidez e do IN (Índice de Negociabilidade) daquela empresa, em relação ao restante da carteira. O IN, por sua vez, é calculado pelo volume financeiro gerado por aquela ação, comparado ao total de negociações da bolsa.

E como são calculados os pontos?

Desde sua criação, em 1968, o índice Ibovespa passou por várias modificações, desde a forma como os pontos são calculados até a quantidade de empresas, que antes eram apenas três.

Mas a finalidade do índice permaneceu a mesma: o Ibovespa corresponde a uma carteira hipotética de ações que é usada como um termômetro do mercado.

Na configuração atual cada ponto dessa carteira corresponde a R$ 1,00. Ou seja, quando o índice está em 100 mil pontos, uma pessoa que tenha exatamente a mesma carteira, teria R$ 100 mil de valor de mercado.

Bom, mas e o que fazer se o Ibovespa estiver em queda?

A recomendação é simples e direta: tenha paciência. Sempre.

Ativos de renda variável têm alta volatilidade e são influenciados por múltiplos fatores como cenário político, alta do dólar, fatores macroeconômicos, noticiário, entre outros que não dependem do investidor. Nem sempre essa influência será favorável, o que faz com que muitas pessoas cogitem o resgate imediato.

Mas é sempre bom lembrar que as estratégias de alocação mais bem-sucedidas costumam ser aquelas que visam a mitigação de riscos e a valorização da carteira a médio e longo prazo, ou seja, um processo que pode levar de 5 a 15 anos.

Se você deseja um resultado a curto prazo, então talvez seja interessante estudar outras formas de investimento, como renda fixa. O mesmo vale para os perfis de investidores que não lidam bem com essas variações. As ações nem sempre são as melhores opções para todos.

Mas eu não me importo com oscilações, devo aproveitar uma queda no Ibovespa para investir?

A resposta para essa pergunta vai depender de sua estratégia, objetivos e perfil de investidor também. Em um mundo ideal sempre queremos “comprar barato para vender caro”, mas esse caminho nunca será linear pelos motivos previamente citados.

Ter consciência da volatilidade do mercado será fundamental para manter suas posições e não negociar seus ativos diante de outros momentos de instabilidade. Mas de uma forma bem geral, podemos dizer que sim, momentos de baixa são bons para compra e momentos de alta são bons para a venda.

Agora, saber quando o Ibovespa está em baixa ou em alta é outra história e isso exige muito, muito estudo, muito interesse, muita vontade de acompanhar o mundo dos investimentos. Por isso, repetimos: tudo depende!

Dito isso, desejamos bons investimentos!