Os investidores brasileiros já contam com três ETFs (Exchange Traded Funds ou Fundos de Índices) de criptomoedas. Você já ouviu falar do HASH11, do QBTC11 ou do BITH11? Os dois primeiros estrearam na bolsa no primeiro semestre de 2021 e o terceiro te previsão de estreia em agosto. Vamos saber um pouco mais sobre cada um deles?

O primeiro a estrear na B3 foi o HASH11, no dia 22 de abril. Já o QBTC11 chegou no dia 23 de junho. Ambos haviam sido aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda em março deste ano. E o BITH11 foi anunciado pela Hashdex no dia 13 de julho e deve iniciar suas negociações no dia 5 de agosto.

- Receba notícias do mundo de investimentos e finanças no Telegram

Eles não são apenas os três primeiros ETFs de exposição a criptomoedas do Brasil, mas também da América Latina. Aliás, dentro do G20 (grupo composto pelas 19 maiores economias mais a União Europeia), apenas o Canadá possui ETFs de criptomoedas. Por isso, essas ETFs estão sendo consideradas um grande avanço para o universo dos investimentos.

HASH11

A gestora do HASH11 é a Hashdex, uma gestora de investimentos registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que já criou um fundo de criptomoedas na Bolsa de Bermudas em parceria com a Nasdaq (uma das Bolsas americanas) e que tem Fundos de Investimento em criptomoedas no Brasil já há algum tempo.

Aliás, a HASH11 está ligada ao NCI (Nasdaq Crypto Index), índice criado por essa parceria da Nasdaq com a Hashdex. O ETF iniciou suas operações na B3 dando ao investidor exposição a seis criptomoedas. Recentemente, porém, ele passou por um rebalanceamento e agora oferece oito criptomoedas em seu portfólio, sendo elas:

  • Bitcoin (67,17%)
  • Ethereum (28,23%)
  • Litecoin (1,10%)
  • Chainlink (0,89%)
  • Bitcoin Cash (0,80%)
  • Stellar Lumens (0,53%)
  • Filecoin (0,59%)
  • Uniswap (0,69%)

No momento, o ETF vem sofrendo uma forte queda, em função dos impactos sofridos pelo Bitcoin nas últimas semanas também. Seu preço no IPO foi de R$ 50,00 e nessa quinta-feira, dia 22 de julho, suas cotas estavam sendo negociadas a R$ 30,10.

A taxa de administração dele foi fixada em 0,3% ao ano.

QBTC11

O QBTC11 entreou na B3 nessa no dia 23 de junho. O período de subscrição de cotas iniciou no dia 14 de junho e encerrou no dia 18. A liquidação financeira da primeira emissão aconteceu no dia 22.

Quem optar por investir no ETF QBTC11 terá sua exposição 100% em bitcoin. Esse fundo não trabalhará com nenhuma outra criptomoeda.

A gestora dele é a QR Asset Management e ele usa como referência o índice oferecido pela Chicago Mercantile Exchange (CME) que, inclusive, é utilizado para balizar contratos futuros de Bitcoin.

De acordo com o prospecto divulgado pela gestora, o valor inicial de negociação da oferta pública inicial (IPO) seria próximo a R$ 10,00 e o lote mínimo para participar da oferta pública era de 10 cotas. A taxa de administração foi fixada em 0,75% ao ano.

Até o momento, cerca de um mês após seu lançamento, ele vem se mantendo estável em torno de seus R$ 10 iniciais. Nessa quinta-feira, cada cota do fundo custava R$ 10,70 mais ou menos.

BITH11

Esse fundo também é gerido pela Hashdex, porém, diferentemente do HASH11, esse é um ETF de exposição apenas em Bitcoin. Além disso, ele tem um outro diferencial: promete ser sustentável.

Sim, segundo a gestora ele foi desenvolvido com a intenção de neutralizar as emissões de carbono decorrentes do investimento em Bitcoin. Ele replica o Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Rate Fundo de Índice, um índice criado em parceria entre a Hashdex e a Nasdaq e está sendo administrado e custodiado pelo Banco Genial S.A.

Esse ETF é destinado a investidores em geral e sua taxa de administração ficou definida em 0,3% ao ano assim como a do HASH11.

O período para subscrições de cotas iniciou no dia 15 de julho e segue até o dia 30. A liquidação financeira dessas cotas reservadas acontecerá no dia 3 de agosto de 2021 e o início das negociações do BITH11 está previsto para o dia 5 de agosto.

Exposição mais simples

Para aqueles que desejam investir em criptomoedas como o Bitcoin, a exposição agora pode ficar mais simples. Por quê?

No Brasil ainda não se tem uma cultura ampla de investimento em criptomoedas por uma série de motivos, mas principalmente por um certo receito frente a um tipo de investimento que ainda é novo por aqui e cujo valor, muitas pessoas ainda não compreendem.

Mas com um ETF, há uma sensação maior de segurança em função dos índices que norteiam o funcionamento do ETF. Além disso, um ETF é sempre uma boa opção para pessoas que estão começando a investir e que ainda não entendem muito bem do assunto.