Os investidores brasileiros poderão contar, pela primeira vez, em breve, com dois ETFs (Exchange Traded Funds ou Fundos de Índices) de criptomoedas. São eles o HASH11 e o QBTC11.

O QBTC11 ainda não têm uma data exata de estreia na Bolsa do Brasil (B3) mas a expectativa é de que isso aconteça ainda no primeiro semestre de 2021. Já o HASH11, deve estrear no próximo dia 22 de abril.

Também não se sabe quais serão as taxas de administração de cada um deles, porém, as taxas de ETFs costumam ser mais baixas que as dos fundos tradicionais e essa também é a expectativa.

Além disso, o fato de serem dois ETFs estreando quase juntos na B3 também deve baixar um pouquinho a taxa de administração por causa da concorrência. Todas essas informações, porém, deverão ser divulgadas em breve pelas gestoras de cada um desses fundos.

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Eles serão não apenas os dois primeiros ETFs de exposição a criptomoedas do Brasil, mas também da América Latina. Aliás, dentro do G20 (grupo composto pelas 19 maiores economias mais a União Europeia), apenas o Canadá possui ETFs de criptomoedas. Por isso, essas ETFs estão sendo consideradas um grande avanço para o universo dos investimentos.

Vamos falar um pouco mais sobre cada um deles:

HASH11

A gestora do HASH11 é a Hashdex, uma gestora de investimentos registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que já criou um fundo de criptomoedas na Bolsa de Bermudas em parceria com a Nasdaq (uma das Bolsas americanas) e que tem Fundos de Investimento em criptomoedas no Brasil já há algum tempo.

Aliás, a HASH11 está ligada ao NCI (Nasdaq Crypto Index), índice criado por essa parceria da Nasdaq com a Hashdex. O ETF dará ao investidor exposição a seis criptomoedas, sendo as seguintes:

  • - Bitcoin com peso de 79,68%
  • - Ethereum com peso de 16,93%
  • - Litecoin com peso de 1,24%
  • - Chainlink com peso de 1,00%
  • - Bitcoin Cash com peso de 0,64%
  • - Stellar com peso de 0,50%

O Itaú e o BTG Pactual já anunciaram que o ETF estará disponível para seus clientes assim que for lançado.

QBTC11

Quem optar por investir no ETF QBTC11 terá sua exposição 100% em bitcoin. Esse fundo não trabalhará com nenhuma outra criptomoeda.

A gestora dele é a QR Asset Management e o pedido de abertura desse ETF foi aprovado na sexta-feira passada, dia 19 de março pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ele usará como referência o índice oferecido pela Chicago Mercantile Exchange (CME) que, inclusive, é utilizado para balizar contratos futuros de bitcoin.

Exposição mais simples

Para aqueles que desejam investir em criptomoedas como o Bitcoin, a exposição agora pode ficar mais simples. Por quê?

No Brasil ainda não se tem uma cultura ampla de investimento em criptomoedas por uma série de motivos, mas principalmente por um certo receito frente a um tipo de investimento que ainda é novo por aqui e cujo valor, muitas pessoas ainda não compreendem.

Mas com um ETF, há uma sensação maior de segurança em função dos índices que norteiam o funcionamento do ETF. Além disso, um ETF é sempre uma boa opção para pessoas que estão começando a investir e que ainda não entendem muito bem do assunto.

Bitcoin em alta

Os anúncios da abertura desses dois ETFs acontecem num momento em que o Bitcoin, principal criptomoeda do mercado hoje, está em sua maior alta.

Na manhã dessa quinta-feira, 25 de março, naquilo que os especialistas chamaram de um movimento natural de correção diante das altas recentes, o Bitcoin sofreu uma queda de 10%, mas ainda assim a moeda tem uma alta alta acumulada de cerca de 76% em dólares apenas em 2021.

No início da tarde dessa quinta-feira, um bitcoin estava valendo US$ 51.734,30, o que equivale a R$ 291.644,16.