A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deste ano subiu novamente, agora para 6,79%. A estimativa está no último boletim Focus. A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Há quatro semanas a expectativa era de que o IPCA encerrasse 2021 em 6,07%, já acima do teto estipulado inicialmente pelo Banco Central, que era de 5,25%, considerando a tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em relação à meta que é de 3,75%.

As extimativas dos últimos boletins divulgados foram as seguintes:

  • 5,31%
  • 5,44%
  • 5,90%
  • 5,97%
  • 6,07%
  • 6,11%
  • 6,31%
  • 6,56%
  • 6,79%

De janeiro a junho, a inflação já acumula 3,75% e, nos últimos 12 meses, chega a 8,35%. Recentemente o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, em junho, o IPCA subiu 0,53% e que a prévia da inflação para julho é de 0,72%.

Para 2022, a estimativa se manteve estável, passando de 3,80% para 3,81%. Para 2023 a previsão se manteve em 3,25% e para 2024 ficou em 3,00%.

Veja o último Relatório Focus publicado pelo BC.

PIB

O Boletim Focus mostra que a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) segue estável, passando de 5,29% para 5,30%, ficando um pouco mais estável em relação às últimas previsões, quando o aumento foi maior. Há uma mês as expectativas para ele eram de que encerrasse o ano com 5,18% de aumento.

Para 2022, a expectativa de crescimento para o PIB permanece em 2,10%. Para 2023 e 2024 se mantém a previsão de 2,50%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 4,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A última reunião aconteceu há pouco mais de um mês quando houve um aumento de 0,75% na taxa. Segundo o Focus, a expetativa do mercado para a Selic até o fim de 2021 se manteve em 7% nessa semana.

Para 2022, acredita-se que ela deve se manter em 7%, voltando para os 6,50% em 2023 e 2024.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O Boletim Focus

Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus ou Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.

O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.