O Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniu na primeira semana de maio para decidir os novos rumos da economia brasileiro. Na última reunião realizada no dia 5 de maio, o comitê deu sequência na subida dos juros e elevou a taxa SELIC de 2,75% para 3,25% ao ano, patamar já esperado pelo mercado. Essa foi a terceira das 8 reuniões que serão feitas em 2021 para discutir o nível da taxa básica e os rumos dos juros no Brasil.

O Copom, órgão do Banco Central, é o responsável por definir a cada 45 dias o índice da taxa selic, que baliza os parâmetros de juros para empréstimos e financiamentos no mercado, conforme o andamento da economia brasileira. A quarta e próxima reunião do Copom será no dia 16 de junho.

Já a taxa SELIC é a taxa básica de juros da economia, pois ela orienta os demais juros do país, impactando desde empréstimos e financiamentos até a performance de diversos tipos de investimentos, principalmente os de renda fixa, como títulos públicos. Além disso, com uma taxa mais alta, mais capital estrangeiro entra no país para ganhos mais altos em investimentos seguros, o que acaba fazendo a cotação do dólar baixar.

Desta forma, é importante acompanhar as variações da taxa selic, essencialmente se você é um investidor. Veja abaixo o cronograma completo das reuniões do Copom deste ano.

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Quem faz parte do COPOM

Antes de ver o calendário deste ano, vale a pena conhecer um pouco mais o COPOM. Trata-se de um órgão formado pelo presidente e oito diretores do Banco Central, que se reúnem em sessões de dois dias para estudar e discutir sobre diversos assuntos, como inflação, contas públicas, o desempenho da atividade econômica e o cenário internacional — e, claro, para ajustar a taxa SELIC.

Em cada reunião os membros do Copom analisam as projeções dos especialistas para os mercados e economias globais antes de tomar as decisões finais, por voto.

Membros do Copom. Foto: Divulgação/BC.
Membros do Copom. Foto: Divulgação/BC.

"O Copom toma suas decisões a cada reunião, conforme as expectativas de inflação [indicada pelo IPCA], o balanço de riscos e a atividade econômica. O BC define a taxa Selic visando o cumprimento da meta para a inflação", explicou o Banco Central (BC). Vale dizer que essa meta para inflação é sempre definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado é de que a SELIC chegue a 5,50% ao fim de 2021, acabando com os cortes ocorridos até 2020. Já a inflação é estimada em 5,1% ao ano, conforme mostrou o último relatório do Banco Central, chamado Boletim Focus.

Calendário do Copom de 2021

Feitos em sessões de dois dias, o Copom realiza 8 encontros por ano, em regra, fazendo com que a taxa selic seja revista a cada 45 dias.

O calendário do Copom para 2021 foi divulgado pelo Banco Central recentemente. Veja as datas:

  • 19 e 20 de janeiro;
  • 16 e 17 de março;
  • 4 e 5 de maio;
  • 15 e 16 de junho;
  • 3 e 4 de agosto;
  • 21 e 22 de setembro;
  • 26 e 27 de outubro;
  • 7 e 8 de dezembro.

O comunicado oficial da última reunião saiu em 5 de maio e foi publicado pelo Banco Central e a ata da reunião sai no dia 6, conforme o padrão adotado pela instituição. Como pode ser visto acima, a próxima reunião do Copom acontecerá nos dias 15 e 16 de junho de 2021.

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Selic aumentou 0,75% pela segunda vez consecutiva

Desde o último corte da selic, feito em agosto de 2020, a taxa seguiu no patamar de 2% ao ano até março de 2021, o menor patamar da história dos juros no Brasil desde a série iniciada em 1996 quando a taxa beirava a meta de 1,90% ao ano.

No entanto, em comunicado, o BC já disse que a série histórica de cortes encerrou e que a partir de agora a tendência é de uma nova alta da taxa, tendo em vista a pressão da inflação nos últimos meses no país. A próxima reunião, marcada para junho, deve ter um novo aumento da mesma magnitude.