Uma ajudinha na hora de investir é sempre uma boa pedida não é mesmo? Melhor ainda quando essa ajuda vem de um time de especialistas no assunto! Pensando nisso, o Poupar Dinheiro resolveu trazer aqui a Carteira Top 10 Ações Mensal da Nu invest. Mas antes, vamos saber um pouco mais sobre ela.

A carteira Top 10

A carteira de ações Top 10 reflete as dez principais recomendações dos analistas do Nu invest, cujo histórico foi iniciado em junho de 2020 e divulgada no início de cada mês. Seu principal objetivo é superar o índice Ibovespa em longo prazo. Para isso, a equipe de análise faz criteriosas análises técnica e fundamentalista que buscam maximizar o ganho de capital.

10 ações para comprar em outubro

Veja abaixo quais são as 10 ações recomendadas pela Nu invest para outubro de 2021:

Créditos: Reprodução/Nu invest
Créditos: Reprodução/Nu invest

Atualização mensal

Para o mês de outubro, a Nu invest fez apenas uma troca na carteira: saiu a LREN3 e entrou a ASAI3. A justificativa apresentada para essa alteração foi a seguinte:

Seguindo quase a mesma linha de raciocínio do relatório anterior, onde MULT3 foi retirada para entrada de PETR4. A retirada de LREN3 não se dá ao fato de uma deterioracão dos fundamentos da empresa. A visão de longo prazo continua sendo positiva e inclusive graficamente teria um suporte logo abaixo do valor atual.

A realocacão dos pesos entre os ativos em carteira e a troca da acão está mais atrelada a reorganizacão setorial para o novo cenário que o mercado vem desenvolvendo. Sendo assim o ativo futuramente pode até vir a fazer parte da carteira novamente.

Saiba mais sobre as ações listadas

Abaixo saiba um pouco mais sobre cada uma das empresas listadas e os motivos pelos quais a Nu invest escolheu colocá-las na recomendação:

1. BTG Pactual (BPAC11)

Investir no banco BTG Pactual é uma forma direta de se expor ao "financial deepening" (processo de inclusão de investidores pessoas físicas a produtos mais sofisticados do mercado financeiro), conforme observamos o crescimento da B3 em 2020 que dobrou o número de investidores na bolsa brasileira.

Além disso, o banco se beneficia diretamente da expansão do mercado de capitais brasileiro, que apesar da crise que a pandemia causou, houve um grande aumento de IPOs e emissões de acões por parte de companhias em busca de recursos para investir.

Apesar de ser um banco de investimentos tradicional e reconhecido no meio institucional e de gestão de patrimônio e alta renda, o BTG esté se reinventando e ganhando cada vez mais espaço no segmento de varejo. O BTG Pactual Digital adota uma estratégia focada em distribuição digital e via agentes autônomos, além disso, o banco vem fazendo aquisições estratégicas de corretoras e publicadoras de conteúdos financeiros que se aproximam do novo público.

Em 2021, o BTG deve focar no BTG+ como opção bancária, com diversos serviços como conta corrente, crédito, serviços financeiros e acesso à área de investimentos. O BTG ainda possui um braço estratégico para acesso ao varejo em faixas inferiores de renda na sua participação no Banco Pan, cuja atuação principal está na concessão de crédito para as classes C, D e E, bem como em empréstimos consignados.

2. B3-Brasil Bolsa Balcão (B3SA3)

No ano passado, o mercado de capital no Brasil, passaram por um momento inédito que combinou volatilidade gerada pelas incertezas que acompanham a crise atual a um cenário de taxas de juros em patamares historicamente baixos. Tal dinâmica teve como efeito uma busca por parte dos investidores, principalmente os locais, por diversificação de seus portfólios além dos tradicionais títulos públicos.

Este movimento surpreendente foi evidenciado pelo crescimento dos volumes negociados nos principais mercados de atuação da bolsa brasileira. O vigor dessa demanda encorajou empresas a retomarem seus planos de captação de recursos, tanto no mercado de dívida quanto de ações, no qual vimos o pipeline de IPOs e follow-ons voltar a crescer.

A B3 é a única bolsa de valores, mercadorias e futuros que opera no Brasil e é a maior depositária de títulos de renda fixa na América Latina, reinando sozinha em um mercado de grande potencial de crescimento.

3. Taesa (TAEE11)

O setor de Energia Elétrica é considerado um dos setores mais defensivos da bolsa e de grande representatividade no índice Bovespa, pagador de gordos dividendos. Além disso, fornece serviços essenciais e de utilidade pública, sofrem menor impacto no atual contexto de pandemia e de outras crises, possui maior previsibilidade de receitas com concessões de longo prazo, demanda resiliente, baixa necessidade de reinvestimentos e elevada barreira de entrada para novos players.

Atualmente a Taesa conta com 10.980 km de linhas em operação e 2.599 km de linhas em construção, totalizando 13.579 km de extensão e 97 subestações. A empresa possui presença em todas as 5 regiões do país (18 Estados e o Distrito Federal). Com R$ 13 bilhões em valor de mercado, atualmente a Taesa detém 39 concessões de transmissão com prazo médio de 16,5 anos.

Outro ponto forte da companhia é a distribuição de dividendos consistente, com payout histórico acima de 70%, que só é possível graças a receitas altamente previsíveis, fixas e reajustadas anualmente pela inflação.

4. Eneva (ENEV3)

A Eneva é a maior operadora privada de gás natural do Brasil, com uma capacidade de produção de 8,4 milhões de m3 por dia. Em 2021, com o início das operações na Bacia do Amazonas, a capacidade de produção de gás natural atingirá 9,0 milhões de m3 por dia. Atualmente opera 10 campos de gás natural nas Bacias do Parnaíba e Amazonas e, adicionalmente, possui contratos de concessão para exploração e produção de hidrocarbonetos em mais de 62.000 km2.

Com um valor de mercado em torno de R$ 20 bilhões, a Eneva é listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis diferenciados de governança corporativa da B3.

Como diferencial, a Eneva foi pioneira na adoção do Reservoir-to-Wire (R2W), modelo de negócios com integração total desde a exploração de gás natural até a comercialização da energia gerada. A atuação em toda a cadeia de valor confere à Eneva uma plataforma de crescimento para capturar uma ampla variedade de oportunidades em áreas estratégicas no setor de energia.

Além de um modelo de negócios excepcional, a empresa ainda dispõe de várias opcionalidades capazes de destravar valor como: Mudança de matriz energética brasileira, ainda muito dependente da fonte hídrica; Possibilidade de exploração de petróleo (empresa já encontrou, mas estuda a viabilidade).

5. Vale (VALE3)

Vale é a maior produtora mundial de minério de ferro e níquel. A vantagem competitiva está na qualidade, pois as rochas encontradas em Carajás são formadas por 67% de teor de minério de ferro, o teor mais alto do planeta. E não para por aí, pois o Brasil possui 10% das reservas mundiais de manganês, destes, 70% são produzidos pela Vale. A companhia também produz carvão, insumo essencial para a transformação de minério de ferro em aço e cobre, que é o terceiro metal mais utilizado no mundo, atrás do ferro e do alumínio.

Com um valor de mercado em torno de R$ 500 bilhões, a Vale é a empresa mais valiosa da América Latina e está listada no Novo Mercado da B3, que exige padrões de governança corporativa diferenciadas.

Embora ainda haja dúvidas sobre o fim da covid e normalização do comércio e da indústria, a atividade de mineração é considerada pelo governo como uma atividade essencial e provavelmente o segmento terá um impacto menor e está apresentando um bom desempenho.

Olhando para o mercado internacional, as economias dos EUA e da Europa podem se recuperar de forma relativamente rápida da recessão e vão se juntar a uma economia já forte na China. No mercado interno, também haverá uma recuperação econômica em 2021 que beneficiará o setor de mineração.

6. Cosan (CSAN3)

A Cosan é um dos conglomerados com maior potencial de crescimento nos próximos anos, investir na empresa é se expor a setores da economia de extrema importância para o desenvolvimento econômico do país, através do agronegócio, infraestrutura e energia.

A exposição ao agronegócio é através da Rumo e Raízes, a presença no setor de gás natural, que passa por uma enorme transformação, através da Compass, e a Moove, que tem menor representatividade no faturamento da companhia, mas já se mostra muito lucrativa.

Entre os planos da companhia está a realização de ofertas públicas (IPOs) da Raízen (já realizada), Compass e Moove. A Rumo já está listada, através do código de negociação RAIL3. É importante para o grupo realizar estas ofertas, pois todos os negócios são intensivos em capital e, com dinheiro em caixa, o crescimento fica mais acelerado. Além disso, destrava-se valor das subsidiárias, o que certamente terá um efeito positivo nas ações da Cosan.

7. WEG (WEGE3)

Resiliência, consistência e lucratividade. Mesmo passado por diversos ciclos desafiadores, a Weg entregou, de 2010 a 2020, um crescimento de receita de quase 15% ao ano, alcançando uma receita líquida de mais de R$ 17 bilhões no ano de 2020.

Atuando como fornecedora para diversos setores estratégicos e mercados distintos, ainda há um enorme potencial de crescimento para a WEG nos próximos anos, como por exemplo; a tendência global na busca de fontes renováveis de energia e motores elétricos mais eficientes de carros elétricos. Em todas essas demandas globais, a Weg se encontra preparada e bem posicionada para atuar.

8. TOTVS (TOTS3)

A Tecnologia é um setor de alto valor agregado e com potencial para contribuir decisivamente para a sustentação de novos ciclos de desenvolvimento no país, impactando positivamente e de modo abrangente todas as cadeias produtivas, contribuindo para um Brasil cada vez mais digital, próspero, produtivo, inclusivo e sustentável.

Estamos vivenciando uma nova era digital movida pelo advento de novas tecnologias disruptivas e profundas transformações nos comportamentos dos indivíduos, que passam a consumir os produtos e serviços de uma forma diferente, e das organizações, que são desafiadas a revalidarem seus próprios modelos de negócio.

Neste contexto, transformação é a palavra que melhor resume o momento pelo qual a TOTVS e todas as demais empresas, sejam elas grandes ou pequenas, pertencentes ou não ao mundo de tecnologia, estão passando ou irão passar. Quem não incorporar a variável digital ao planejamento estratégico ficará obsoleto, pois a velocidade de transformação do mundo exige respostas cada vez mais rápidas das organizações.

Nossa tese é reforçada em alguns pilares da companhia como: posição de liderança e marca forte; plataforma de distribuição eficiente no Brasil e em mais de 40 países atendendo clientes de todos os portes; portfólio amplo, diverso e flexível; modelo de negócios com histórico de crescimento e rentabilidade; histórico de aquisições; time executivo qualificado e experiente e forte governança corporativa.

A Totvs vem surpreendendo o mercado mostrando a força e a resiliência de seus resultados. Continua avançando em um modelo de negócio escalável e confirma a percepção de qualidade de seus produtos por parte dos clientes.

9. Petrobras (PETR4)

Com uma desalavancagem bem sucedida, boa geração de caixa, preços do petróleo elevados e a continuidade da redução da dívida frente ao Ebitda com a venda de ativos non-core (não essenciais), a Petrobras voltou a pagar bons dividendos em 2021.

Além disso, em comparação com pares internacionais, a Petrobras está negociando a múltiplos descontados, em parte pelos receios de interferência política em suas atividades, que são reais, mas que acreditamos já estarem bastante precificados na cotação atual. Ou seja, entendemos que a Petrobras está barata e não podemos ignorar oportunidades, mesmo colocando o ruído intervencionista na conta.

E em relação ao risco político, Joaquim Silva e Luna, novo presidente da companhia, assumiu com um discurso bem mais pró-mercado que o esperado, o que foi ofuscado pela pressão nos preços do petróleo advindas da segunda onda da pandemia na Índia, na mesma época. Silva e Luna mostrou uma postura conciliatória, mantendo um compromisso com a paridade de preços e a continuidade dos desinvestimentos de ativos não estratégicos.

Além disso, o cenário macro positivo, com o petróleo acima de US$ 60 o barril, e os pagamentos de dividendos elevados podem fazer a companhia performar melhor que o Ibovespa no segundo semestre de 2021, motivos pelos quais estamos abrindo espaço para a Petrobras compor a carteira Top 10.

10. Assai (ASAI3)

Dentre os diferenciais da companhia: a mesma possui um modelo flexível que se adapta para diferentes regiões do país e públicos, atualmente 44% das vendas estão fora do sudeste com lojas adaptadas às particularidades de cada lugar, com uma logística eficiente e descentralizada onde o estoque é entregue na loja e ajuda na estrutura de custos baixos e entrega mais eficiência e produtividade.

Além disso, conta com serviços financeiros onde já possui mais de 1,4 milhões de cartões Passaí emitidos, que representam 5% das vendas brutas das lojas. Isso se traduz em números, a rede teve alta de 62% no lucro líquido do segundo trimestre ante mesmo período de 2020, para 305 milhões de reais.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 793 milhões de reais, crescimento de 33% na comparação anual. A companhia, controlada pelo françês Casino, inaugurou no trimestre três lojas e afirmou que tem mais 25 novas lojas em fase de obras em 14 Estados, mantendo o plano de expansão deste ano, que envolve 25 a 28 aberturas.

Todo este bom desempenho foi obtido com um crescimento das vendas mesmas lojas 9,2% no período, apesar de restrições provocadas por medidas de isolamento social ao longo do trimestre.

Desempenho da carteira

Desde junho de 2020 quando essa carteira de recomendações foi criada, a carteira Top 10 Nu invest teve um desempenho de 39,76% de alta, enquanto o Ibovespa registrou um desempenho de 26,98% no mesmo período. Veja na imagem abaixo:

Créditos: Reprodução/Nu invest
Créditos: Reprodução/Nu invest

Bons investimentos!